segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Saudades - Augusto dos anjos

augustodosanjos-poema-poesia-poeta foto retirada do site Releituras

Saudade

Hoje que a mágoa me apunhala o seio,
E o coração me rasga atroz, imensa,
Eu a bendigo da descrença em meio,
Porque eu hoje só vivo da descrença.

À noite quando em funda soledade
Minh'alma se recolhe tristemente,
Pra iluminar-me a alma descontente,
Se acende o círio triste da Saudade.

E assim afeito às mágoas e ao tormento,
E à dor e ao sofrimento eterno afeito,
Para dar vida à dor e ao sofrimento,

Da saudade na campa enegrecida
Guardo a lembrança que me sangra o peito,
Mas que no entanto me alimenta a vida.

Augusto dos Anjos



Sites sobre o poeta:

Jornal da poesia
Wikipédia
Site Perci
Site Releituras
Site Pensador
Biblio


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5 comentários:

Flavia Rodrigues 25 de agosto de 2009 12:17  

A saudade invadi sem pedir licença e não há aspirina para essa dor...
Saudade boa é aquela que se mata...

Saudades sinto de momentos e sentimentos e de tempos que não voltam mais...

Saudade é o sentimento nobre de quem ama o que viveu...


Bjsss te amo muito...

Ana Lucia Nicolau 26 de agosto de 2009 22:23  

exatamente isso....lindo poema...

O Outro Olhar. 25 de setembro de 2009 23:19  

Olá, gostei muito do seu blog, o meu é de Cultura e Arte no interior da Bahia (Recôncavo Baiano).
Ah! visita o meu, ok?
E fica amigo!
Valeu!

Anônimo,  23 de novembro de 2013 16:46  

onde está a tematica da morte neste soneto(saudade)de Augusto dos Anjos)

Anônimo,  23 de novembro de 2013 16:48  

onde está a tematica da morte neste soneto(saudade)de Augusto dos Anjos)

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